Histórico

A ideia de criação do GER surgiu em agosto de 2009, dentro do Ramo Estudantil IEEE da Unicamp, que já contava com grupos de estudos como o de telecomunicações (GET) e o de programação Java (GEJ). A ideia surgiu de Alan de Almeida (ECA06), que se juntou com Gabriel Sobral (ECA09) para a criação do grupo. O objetivo inicial era montar uma equipe de futebol de robôs na Unicamp, o que possibilitaria estudar vários assuntos ligados à robótica, como eletrônica, mecânica, inteligência artificial, tratamento de imagem e controle. Já há mais de uma década, o futebol de robôs é tomado como referência para o estudo da robótica, conforme explicam Lund e Pagliarinia in Asada e Kitano (1999)*:

O futebol de robôs tem sido definido como um novo marco para a inteligência artificial (…). Em contraste com desafios anteriores de inteligência artificial, a exemplo do xadrez, o futebol de robôs é um jogo dinâmico e físico, em que o controle em tempo real é essencial. (…) Em geral, acredita-se que a participação no futebol de robôs proporciona a ambos estudantes e pesquisadores conhecimento sobre a importância da concretização e sobre os problemas a que abstrações infundadas podem levar.

Nos meses de setembro e outubro do mesmo ano, foi realizado o primeiro processo seletivo, em que 14 alunos foram selecionados a partir de análise de currículo e carta de motivação e de entrevista, totalizando 16 membros. Em novembro, foram realizadas reuniões para integração dos membros e para discutir a futura organização do grupo de futebol de robôs. Também foram realizadas práticas com os kits LEGO Mindstorms do laboratório de mecatrônica da FEM. Foram criados grupos de estruturação da equipe de futebol, dividindo os membros por área de interesse:

  • Mecânica: carcaça e motor – projeto mecânico, fabricação e controle
  • Eletrônica: circuitos, microcontroladores, sinais e potência
  • Computação: estratégia e programação
  • Aquisição: câmera e análise e manipulação de imagens
  • Transmissão: transmissão RF e protocolo de comunicação
  • Supervisório: interface com usuário – engenharia de software

Alan deixou a coordenação do grupo para começar a estagiar, passando o cargo para Lucas Guido (EE07).

No fim do semestre, os subgrupos ficaram encarregados de estudar e pesquisar o que seria necessário de suas respectivas áreas para criar a equipe de futebol de robôs. Alguns subgrupos avançaram no projeto enquanto outros quase morreram. Nesse meio tempo, muitos abandonaram o projeto por desinteresse ou para priorizar outros projetos, como IC e estágio. O grupo começou a busca por um professor orientador e enviou pedido de verba à FEM e à FEEC.

No primeiro semestre de 2010, as atividades do grupo foram arrefecidas: outros membros abandonaram a equipe, não houve verba nem apoio (o ramo IEEE também se desestruturou). Devido ao grande desinteresse do grupo, decidiu-se parar as atividades e deixar o grupo em “standby”, à espera de novas oportunidades.

Felizmente, no segundo semestre, o grupo ganhou novos ares, com a chegada do Montanha, Nikolas Vichi (EC010), que trouxe novas energias e vontade de reativar o grupo! Nesse período, aconteceram os primeiros contatos com o Prof. Ely (FEM).

No primeiro semestre de 2011, novos membros entram no grupo, totalizando cinco pessoas: Gabriel Sobral, Nikolas Vichi, Rafael Tovo (EE07), Eudes Bernardes (CC010) e Wesley Ide (CC010). Com a nova animação dos membros, decidiu-se desenvolver um projeto prático simples, o robô seguidor de linha, o que levou à realização dos primeiros HackNights (maratonas de desenvolvimento de projetos durante a madrugada). Um antigo membro do GER (Thiago Balbo – EC08) levou os novos membros a conhecer a Freescale Cup. Eles imediatamente entraram em contato com o Prof. Quevedo (FEEC), que os redirecionou para o Prof. Ely. Três dos membros (Gabriel, Nikolas e Wesley) se inscreveram na competição, tendo o tendo o Prof. Ely como coordenador da equipe. A partir de então, o foco da equipe foi redirecionado de modo a contemplar o projeto da Freescale.

No segundo semestre, apesar do atraso da entrega dos kits – que deu à equipe apenas dois meses e meio para desenvolver todo o projeto -, os membros conseguiram desenvolver, do zero, um robô funcional e serem classificados para a final da competição.
No primeiro semestre de 2012, tentou-se organizar uma competição de robôs seguidores de linha dentro da Unicamp, utilizando os kits remanescentes da Freescale Cup, porém não obteve-se sucesso por falta de apoio e interesse das outras equipes. Ainda nesse período, a equipe adquire um segundo kit e prepara os robôs para apresentação na Automática. Três novos membros entram na equipe: Henrique Vicente Souza (ECA010), João Leandro (ECA06) e Wallace Souza (ECA011). Duas equipes são inscritas na Freescale Cup.

No período a seguir, o GER viu uma expansão tanto na quantidade de membros, como nas participações em competições.

Em 2013, o grupo possuía seis membros e participou do Torneio Juvenil de Robótica (TJR), na modalidade Viagem ao Centro da Terra (2º lugar); da Freescale Cup, com duas equipes novamente; e da Competição Brasileira de Robótica (CBR), na categoria IEEE-Very Small Size Soccer (VSSS).

Em 2014, houve o primeiro Processo Seletivo do GER, que elevou para 15 a quantidade de membros ativos. O nome do grupo foi levado para a Robocode (campeão); a CBR, nas categorias IEEE-Very Small Size Soccer (VSSS) e IEEE-Standard Educational Kits (SEK); e a Freescale Cup, com duas equipes.

Em 2015, chegou a 27 o total de membros do grupo, que participaram de sete projetos: IEEE Very Small Size Soccer e IEEE Standard Educational Kits, na Competição Brasileira de Robótica (CBR); Freescale Cup, categoria Sumô no Torneio Juvenil de Robótica (TJR), Projeto Drone e Projeto Social.

O GER continua sempre crescendo! No início de 2016, foi lançado o site do GER, e a equipe continua sempre em busca de novas oportunidades!

* LUND, Henrik Hautop; PAGLIARINI, Luigi. Robot Soccer with LEGO Mindstorms. In: ASADA, Minoru; KITANO, Hiroaki (Eds.). Robo Cup-98: Robot Soccer World Cup ll. Berlim; Heidelberg; New York; Barcelona; Hong Kong; London; Milian; Paris; Singapore; Tokyo: Springer, 1999. p. 141-151. (Lecture Notes in Artificial Intelligence; v.1604: Subseries of Lecture Notes in Computer Science). – tradução própria

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